Cidade Responsável
Mercado Cervejeiro

Produção de cerveja está abaixo da média, mas começa a melhorar


A produção de cervejas no Brasil atingiu 996,9 milhões de litros em maio, volume 0,3% inferior ao de igual mês do ano passado, segundo os dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe), da Receita Federal. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2016, a produção totalizou 5,36 bilhões de litros, queda de 2,6% sobre um ano antes.

"O mês de maio foi influenciado pela movimentação de troca no poder federal. O desempenho está abaixo da média histórica, mas tem uma melhoria substancial", diz Paulo Petroni, presidente da CervBrasil, associação que reúne as quatro maiores fabricantes de cerveja no país - Ambev, Brasil Kirin, Grupo Petrópolis e Heineken -, responsáveis por 96% do mercado. Nos 12 meses até maio, o setor acumula queda de 0,3%. Nos 12 meses até abril o recuo era de 1,1%.

Para fazer frente ao aumento de custos e queda na renda dos consumidores, a indústria de bebidas deve intensificar a adequação de produtos neste segundo trimestre. Uma das principais medidas deve ser o reforço da distribuição em embalagens retornáveis, que têm preços entre 20% e 30% mais baixos que as garrafas tradicionais. As empresas devem apostar também em embalagens maiores e em marcas mais populares.

"Todos os esforços são para poder vencer as várias pressões que o setor enfrenta neste ano, como a inflação alta, o endividamento das famílias, o avanço do desemprego e a queda da confiança do consumidor, além do aumento da alíquota de ICMS", diz Petroni.

Para os próximos meses ele espera melhora nos índices inflacionários, estabilidade em termos de endividamento e juros ao consumidor, mas piora do desemprego. A confiança do consumidor, que teve uma pequena recuperação em maio, está sujeita a acompanhamento, afirma.

A líder de mercado Ambev registrou queda de 4% da receita no Brasil no primeiro trimestre, para R$ 6,5 bilhões, enquanto a receita global aumentou 7,4%, a R$ 11,6 bilhões. Em volume, as vendas de cerveja no país caíram 10% e as vendas de refrigerantes, 3,8%. O lucro líquido diminuiu 1,5%, para R$ 2,8 bilhões. Carlos Brito, presidente da controladora Anheuser-Busch InBev (AB InBev), disse, após divulgação do balanço, no início de maio, que a operação no Brasil enfrentou, no primeiro trimestre, um dos momentos mais difíceis da história da Ambev, mas esperava recuperação de abril a junho.

Em 2016, a companhia adicionou versões retornáveis de 300 mililitros para venda em supermercado (que complementa as linhas de 600 ml) e de 1 litro para bares e restaurantes.

Fonte: Valor Econômico







Área restrita